O marnoto é o tradicional trabalhador das salinas, acompanhante de todas as actividades que elas exigem, dos meados da primavera ao final do Outono.
O sal, é um elemento fundamental na vida do ser humano, sem ele, o nosso corpo não poderia executar algumas das funções vitais, como: a regularização do sangue, dos fluidos, da transmissão da informação ao nosso sistema nervoso e músculos. É ainda útil na absorção de alguns nutrientes nos intestinos.
O Sal foi provavelmente, desde o princípio dos tempos, o primeiro mineral a ser utilizado conscientemente pelo homem como suplemento alimentar. Ao longo dos tempos, a necessidade e preocupação do Homem para manter os alimentos em bom estado, levou-o a perceber que, o uso do Sal, era um dos métodos de conservação, levando a que ainda hoje seja utilizado.
A ligação do homem ao Sal está documentada desde 2.700 A.C. na China. Os egípcios usavam o sal nos processos de mumificação; na Grécia antiga o Sal funcionava como moeda de troca; os soldados romanos recebiam rações de sal conhecidas por “salarium argentum”. A importância do Sal continuou e o “ouro branco”, como era conhecido, foi também causa de guerras e conflitos.
Portugal, pelas suas condições naturais, geográficas e climatéricas, foi desde cedo um importante produtor de Sal e, sendo assim, este tornou-se um forte contributo para os cofres do Reino. Em Portugal, estavam identificadas 5 Salgados (conjuntos de salinas): Salgados de Aveiro; da Figueira da Foz; de Setúbal; de Alcácer do Sal e do Algarve.
Actualmente a região do Algarve é responsável pela grande maioria do Sal produzido em Portugal, nomeadamente nas regiões de Olhão, Tavira e Castro Marim.
História e produção de sal Marnoto
Alice Alfazema
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