Entre o rato e o elefante


 


 


Olhando daqui as nuvens parecem pedacinhos de algodão que flutuam num imenso azul…


 


Olhando o mundo à luz do Sol, ele parece que nunca mudou, apesar do que dizem por aí. A grande diferença entre a história passada e a presente é a de que, agora vivemos com coração de rato, quando deveríamos viver com coração de elefante. Neste modo tão apressado: de sentir, de querer, de ter, de agir…


 


Hoje neste mundo apressado em apenas vinte e quatro horas podemos ter emoções extremas, acções rápidas sem pensar em consequências ou imprevistos, vive-se ao milésimo, o segundo é agora uma ironia, esquecemos constantemente que não somos máquinas, queremos mais e mais, numa angústia de fazer o impossível, num inferno de dia-a-dia.


 


Quando a angústia trespassa o corpo e aí se transformando em doença, em cansaço, aí somos obrigados a desacelerar.


 


Bem, olhando daqui, o céu ainda continua azul e, as nuvens continuam a parecer pedacinhos de algodão - afinal o mundo pode ser maravilhoso.  


 


 


 


Alice Alfazema

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