Amy

 


 



 


 


 


 


 


Há vidas que se resumem a conchas vazias, que há muito estão desabitadas, vagas de energia e de cor. A droga esvazia, retira o brilho e a cor, anula as emoções, as ligações, as amizades, as famílias, os dias, os anos...retira-nos tudo aquilo que conhecíamos, que apreciávamos, que amávamos, ficam, pois, sombras amargas, cinzentas, bolorentas, que invadem os dias, percorrendo as ruas, os caminhos, as casas, os quartos e, os pesadelos daqueles que os amam e que com eles convivem. Exaustos deles não sabem sair, nem forças, nem vontade, nem ternura por eles mesmos, são assim borboletas fugidias que procuram o que não querem, que escolhem o que mais temem e que não conseguem voltar a si, pois se perderam no caminho de volta - a si.


 


 


Alice Alfazema

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