Critérios valorativos

 


O Tejo é  mais belo que o rio que corre na minha aldeia,


Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia


Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.


 


O Tejo tem grandes navios


E navega nele ainda,


Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,


A memória das naus.


 


O Tejo desce de Espanha


E o Tejo entra no mar em Portugal.


Toda a gente sabe isso.


 


Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia


E para onde ele vai


E donde ele vem.


 


E por isso porque pertence a menos gente,


É mais livre e maior o rio da minha aldeia.


Pelo Tejo vai-se para o Mundo.


 


Para além do Tejo há a América


E a fortuna daqueles que a encontram.


Ninguém nunca pensou do que há para além


Do rio da minha aldeia.


 


O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.


Quem está ao pé dele está só ao pé dele.


 


 


Alberto Caeiro

Comentários

  1. Se fosse possível fazer crescer este rio que corre na minha aldeia (são dois, um maior e outro que lá vai ter) em três, provavelmente ele chegaria ao Brasil.Apenas uma linha de água que se chama Centeio mas que cresce em dimensão, onde apenas era possível molhar os pés até beijar as barcas que lá chegaram.

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  2. Onde nasce o rio Centeio e qual a origem do seu nome? É bonito, um rio com nome de cereal.

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  3. Olá Alice.Este rio cruza a nacional 365 na vila de pernes, arredores de Santarem.É um rio que tem várias histórias nos meus sonhos, uma envolvendo carros pesados, outras originando acidentes de carro e acontecimentos extraordinários, como cheia súbita das águas ou redução do espaço físico.Ainda em ambiente nocturno com criança jogando bola de um lado da estrada e que a jogou dentro de água.Ao aproximar-me cheguei na borda e reparei que alem da bola , meia submersa, lá estava também um chapéu de palha amarela boiando junto da bola.De lá retirei uma capa, um chapéu escuro de abas e tinha ainda uma nota de 20 escudos antiga,toda dobrada e que penso ter dado a um tipo que surgiu a pedir.
    Como vê é sem dúvida um rio com história.O rio Alviela onde vai desaguar também tem algumas histórias mas penso que é suficiente por agora.
    Um abraço e obrigado pela visita.

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  4. No entanto, não fiquei a saber, onde nasce o rio Centeio, nem a origem do seu nome :)
    Esses sonhos são bastante negativos...

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  5. Olá outra vez.Quanto ao nome deste riacho é-me impossível encontrar a sua origem pois esta deve remontar a tempos que ultrapassam a nossa história.É certo que esta vila com cerca de 3000 habitantes é bem antiga possuindo registos de monumentos (igreja) que remontam á fundação do reino pelas graças obtidas aquando da expulsão do sistema social muçulmano da região.Posso dizer que tem vários moinhos hidráulicos que concederam o estatuto de potencia regional dominante na área da moagem de cereais e de tal maneira o foi que recebeu as primeiras instalações eléctricas, quando esta energia surgiu, a fim de aumentar a sua capacidade de produção.É uma zona muito rica em águas, possuindo uma fonte dupla no centro da vila que expele constantemente e em abundância aquele líquido precioso.Durante séculos abasteceu Lisboa e tem hoje uma fábrica de engarrafamento que extrai do subterrâneo a água e cujos limites do terreno onde opera faz limite precisamente com o rio Centeio.
    Quanto ao negativismo do elemento água é necessário entender a relação desta com o ambiente e o próprio ser humano que dela depende.É um elemento que divide a Terra pelo que associar meios de transporte terrestre, em diversos graus de tamanho, pressupõe que a «terra», esta sim negativa pela forma linear com que é representada, obedece a factores temporais expressos na ramificação das suas ligações e do mesmo jeito que acontece com a genealogia simbolizada nos ramos de uma árvore.Quer dizer que a 3ª geração implícita ao rio Centeio está ao nível do Avô e do Neto, algo que ultrapassa a mística teológica de um sistema do qual nos chegam ensinamentos apenas relativos «ao Pai e ao Filho».A Mãe Terra está para lá deste conceito portanto,continuando a ser seguido por numerosos grupos a observância de valores e rituais relativos á sua ancestralidade como são os Equinócios e os solstícios.
    Resta dizer que o «cubismo» oculto nestes 3 níveis aponta para áreas e linhas que são proibidas, obedecendo a uma divisão do sistema, e se considerarmos as 3 dimensões do corpo líquido, surgirão os números 3,9 e 27.O «cubismo» é um nível 3 e em densidade dos materiais que nos são dados observar, o ar, a água e a madeira estarão presentes.Numa redução dimensional o rio Centeio poderá interligar todos estes elementos:O verde da nota de vinte escudos estará presente e a «capa» (área) e o chapéu (sombra na zona de massa) são coberturas que revestem e alteram a exposição natural do corpo, em dois níveis (T e O) que são por sua vez de área e cubo respectivamente.Como já disse este nível comporta um domínio que está para alem do concedido ao ser-humano e o «não-ser» tem características algo alienígenas, mais ligados ao reino animal na sua esfericidade de domínio, com real poder neste mundo e noutros que terão a ver com a vida animal.Veja os animais em Egípcios, Maias e os Gorilas presentes na mística Hindu.Cada qual em seu continente, com relevos alienígenas expressos na fundação de culturas que nos antecederam.
    Já vai longa esta mensagem e muito poderia ainda ser dito.É uma matéria muito complexa onde reflexão e cálculo são necessários para ter alguma compreensão do assunto.«O Reino está aí, bem á vista de todos, e como frutos maduros são apreciados apenas por aqueles que os procuram».«O que procurar encontrará».
    Um abraço.

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