Abraços pequenininhos

 


 


Naqueles braços pequenininhos esqueço as magoas e os dias cinzentos, são as correntes que me atracam - num bom porto. Nesse calor morno, constante e renovador, que não pede nada em troca, que é genuíno e, intransmissível: é um abraço que quero para sempre recordá-lo, sentindo-o; mesmo quando esses braços crescerem e o seu calor esmorecer, quando os confrontos da idade chegarem, e deles não mais poder usufruír, quero guardá-los comigo, para de novo os sentir, sempre, e tanto, quanto deles precisar.


 


 


 


Alice Alfazema


 



 

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