Queimei o caldo verde, não sei porquê, veio-me à memória, sopa portuguesa, logo, Portugal; este último põe-me a pensar em crise; a crise leve-me a pensar em tacho, portanto, tudo está interligado; numa cozinha onde as sopas abundam e os tachos estão cheios…alguns poderão estar queimados. No entanto, a culpa não foi minha, mas, da qualidade da batata, que sendo nova e sem experiência se agarrou ao tacho, devo dizer que, no caso de muitos outros tachos se queimarem não será por culpa de alguém, pois, este é um país sem culpas, será antes da qualidade dos tachos…
É justo dizer que não deitei a sopa fora, nem o tacho, pois aproveitei ambos, o mesmo se poderá dizer de outros tachos, que poderão também ser reaproveitados, basta assim dar asas à imaginação; com imenso cuidado e com a ajuda da concha - há sempre uma concha por perto (seja por opção ou por que dá jeito) - a minha é mais por opção, continuando, fui tirando a sopa e passando-a para outro tacho, só aproveitando a sopa que estava ao de cima, portanto, a que conseguia boiar, tendo o cuidado de desviar a concha do fundo do tacho, sitio onde se encontra o sabor que queria esconder, e assim, não fosse o cheiro que ficou no ar, ninguém saberia que, eu tinha queimado a sopa e o tacho. Haverá outros tachos que não deitam cheiro e aí basta uma boa lavadela, com um bom esfregão e garra para lhe dar brilho e, tudo voltará à tão desejada normalidade culinária.
Alice Alfazema
ResponderEliminarIsto é que está uma crise !
Até o caldo verde se queima...
Bom fim de semana
Já expliquei que a culpa não foi minha...foi da batata
ResponderEliminarAcertou. A crise é óptima para os tachos e quanto maiores melhor se enchem.
ResponderEliminarBoa Páscoa.
Cumprimentos
Obrigada, desejo-lhe, também, uma excelente Páscoa.
ResponderEliminarUm abraço.
Gosto muito de caldo verde, talvez a mais famosa sopa portuguesa, mas... caldo verde confecionado a partir de couve portuguesa, só pode ser ignorância a mais!
ResponderEliminarGistei da fina alusão aos tachos e às tachadas da nossa culinária política. Apesar da nota de moderação para os comentários, penso que contundente referência aos javardos que chafurdam na gamela do erário público, ali para os lados da pucilga de São Bento, não iria ultrapassar, em nada, a imagem da nossa realidade nacional. Nem sequer sei se seria imoderado afirmar que esses homúnculos não merecem o mesmo ar que respiram aqueles, de nós, que se deitam com o estômogo vazio...