“Até à era industrial as mulheres trabalhavam ao lado dos homens, para sustento da família. Durante a idade média ocupavam-se dos campos e oficinas de artesanato dos maridos. No princípio da industrialização trabalhava toda a família, incluindo crianças; em condições e períodos de tempo inaceitáveis hoje em dia. Com o desenvolvimento do capitalismo industrial, a mulher foi afastada das fábricas e passou a: dedicar-se ao cuidado da casa e dos filhos. Esta situação voltou a alterar-se depois das guerras mundiais e, hoje a maior parte das mulheres trabalha em empregos remunerados fora de casa.”
É uma linda história se acompanhada de batons e perfumes…Mas, a situação da mulher sempre foi inferior à dos homens, bem como a sua própria remuneração. Aos homens é atribuído funções com maior responsabilidade, ligadas a desempenhos mais interessantes e, melhor remunerados. Numa outra perspectiva, o trabalho doméstico constitui uma importante parcela do trabalho social e representa uma contribuição não contabilizada para qualquer economia; um dos aspectos mais penosos é o facto de não trazer prestígio social - a quem o desempenha.
A tudo isto acrescente-se-lhe: o papel da religião, ou a sua opinião; certamente que tem contribuído – e em muito, para a desigualdade entre homens e mulheres. Desde há muito tempo (esquecido), que as mulheres foram torturadas e reduzidas à simples tarefa de procriar, reduzindo as suas opiniões a aparências e a desconexos comentários. A Igreja – que tantas matou -, e que reduz os seus feitos a homens, comandados por eles e por eles orientados; apagou todas, as que se atravessaram no seu caminho, que acto tão bondoso, que inteligência.
Como se de outra raça se tratasse…
Hoje o papel, não é muito diferente, há muitas mulheres presas – em suas próprias vidas, dentro de suas próprias casas; presas ao sistema, ao dinheiro (que não têm), à violência doméstica, ao medo, ao silêncio e, a uma sociedade hipócrita. Sociedade essa, que cria um dia internacional da mulher, mas, que a abandona nos outros dias do ano; que ignora este sofrimento, renegando-o para segundo plano, num universo de fantasias.
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