Muitas casas arderam nos incêndios
O fogo é desde tempos memoráveis algo que pode ser fascinante, devastador e confortante, foi pela descoberta do fogo que conseguimos sobreviver aos invernos mais frios, é com o fogo que se conseguem as pastagens mais nutritivas, é no fogo que começamos a cozinhar os pratos mais elaborados, mas é também pelo fogo que destruímos cada vez mais este planeta azul.
O fogo devora a floresta, como se fosse uma mera caixa de palitos ressequidos, todos já sabemos que as temperaturas estão a aumentar de ano para ano, e que os fenómenos extremos são cada vez menos espaçados, as ondas de calor fazem agora parte do nosso dia a dia, é quase banal ouvirmos falar sobre altas temperaturas, contudo a importância que se dá a isso vai no sentido inverso daquilo que deveria ser a prioridade.
Por todo o lado, em Portugal, vemos crescer plantações de fotovoltaicas, como se fossem pãezinhos quentes a saírem do forno, uma grande parte nasce após incêndios, coincidência ou não, o incêndio reduz em muito o custo da limpeza do terreno, a questão da biodiversidade, de entre outros entraves à sua implementação, para não falarmos nas negociatas de alugueres de aviões, claro que tudo isto nunca é comprovado, existem demasiados interesses em jogo e uma tremenda falta de coragem para que se investigue isto de forma séria.
A comunicação social, refere-se duma forma prática, nas suas reportagens informativas, quando o incêndio incide numa zona verde e onde não há casas - como zona de mato - assim é frequente ouvirmos dizer: ardeu apenas zona de mato, dizem isto de um modo que dá a entender que é coisa pouca, que não foram atingidas casas, nem vidas humanas, existe então uma depreciação daquilo que é o meio ambiente e o que isso significa no quotidiano e no futuro.
Ainda não vi uma única reportagem em que se fale sobre a perda da flora ou da fauna existentes. Ou que reconheçam que foram perdidas determinado número de arvores. É consequentemente duma negligência absurda vermos apenas como importante a quantidade de fumo, o tamanho da chama, e a quantidade de dias que leva a arder, quase querendo que tudo isto se mantenha, para que a notícia continue a dar audiência. É gritante a desinformação prestada.
Inicialmente escrito aqui.
Olá Alice. Bem notados aspectos sobre as causas dos incêndios. Também creio que a maioria tem mão humana. São já tão comuns que se acha um êxito o não haver perdas de vidas...
ResponderEliminarTudo de bom para si