Gosto de marés vivas. O chapéu vermelho estava dentro da água, que furiosa entrava pela areia acima. Não existiam toalhas, nem pessoas na areia da praia. Ao longo do areal o mar chamava a si todo o terreno que podia. As rochas resistiam a cada onda, bebendo a espuma salgada. Os redemoinhos eram os senhores que bailavam com o vento. Ao longe as nuvens pairavam, junto das gaivotas. O chapéu vermelho observava calado, ouvindo as vozes conhecidas. No outro dia conheceria o verdadeiro areal, não aquele que ele pensava conhecer, mas o autêntico.
Alice Alfazema
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